terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Não somos o que queremos, mas o que podemos ser.

Nestes dias estive a ver uns documentários sobre ex-prostitutas e também ha um filme brasileiro inspirado na história verídica de uma ex-prostituta brasileira, que fez também filmes pornográficos, estas mulheres que se prostituíam, percebi  que as há em contextos e backgrounds completamente distintos : umas a sair da faculdade, atraídas pelo dinheiro que podem ganhar, outras no auge da carreira e com um vencimento milionário, mas ainda assim rendidas a este lado oculto das suas vidas, e outras em completa decadência , a vender o corpo para comprar droga ou para terem dinheiro para sustentar a família . E era impressionante como elas voltavam de um "trabalho" como se tivessem ido à casa de banho. Essa ausência de reacção assustou-me, mas também me fez pensar. Descobri que as pessoas não são o que querem, mas sim o que podem ser. Às vezes não conseguimos  realizar aquele sonho antigo e temos de seguir em frente com o que está ao nosso alcance. Até com as pequenas coisas é assim. Eu adoraria parar de comer chocolate e acordar um dia com o corpo da Gisele Bündchen , mas não dá. Queria ter mais forças para impor as minhas vontades, queria ser mais firme e dizer não, mas não consigo. Sou como sou e pronto. A única coisa que posso fazer para não ficar triste é aceitar isso. Se tudo corresse da forma como nós gostaríamos, seria maravilhoso. Mas a vida é cruel, né?

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