sexta-feira, 25 de março de 2011

Adultos

Chegamos a um ponto na vida em que somos oficialmente Adultos. De repente já temos idade para votar, beber e dedicarmo-nos a outras actividades de adultos. Subitamente, as pessoas esperam que sejamos responsáveis. Sérios, adultos. Ficamos altos, ficamos velhos mas será que realmente crescemos?
  Já não compactamos com segredos, não entramos em esquemas de adolescentes de 15anos, como por exemplo "vou contar-te mas não podes contar a ninguém", não falamos mais sobre quem fica com quem no baile de finalistas. Temos problemas de familia privados, tivemos de ajudar a nossa familia mesmo antes de sermos adultos, foi aí que em vês de sermos crianças nos tornamos em verdadeiros adultos. Outros podem ter mais sorte, felizmente tiveram mais tempo. Prestamos atenção a tudo.
  Prestamos atenção ao tipo de vida das pessoas, outros nem sequer reparam, em pessoas iguais a eles mesmos, tipos de pessoas importantes não reparam em nós. Um tipo de rapazes que não repara numa rapariga simples, para eles , elas não existem. Existem apenas para fazer favores, como ajudar nos testes, passado alguns anos, tornam-se em mulheres bem-sucididas e mães casadas, chefes do seu departamento de emprego de uma das maiores empressas e ainda assim "Eles" não reparam nelas. É como se elas ainda fossem aquelas raparigas do liceu com o corte de cabelo em forma de cogumelo, roupas banais é óculos com lentes fundo de garrafa, a tal rapariga, que não foi ao baile porque nem lhes ocurreu convida-lá. Todas aquelas noites, em que passava por "explicadora de matemática" e nem convite obteve.
   No liceu, pesamos 50KG, e ainda nem sabemos o que são produtos para a queda de cabelo, então estavamos sempre despentiados e tinhamos acne. Usavamos farda se fosse necessário. Quando vimos as coisas de outra maneira...tudo faz sentido.
  De alguma forma crescemos. Construímos família, casamos, divorciamos-nos. Mas na maioria das vezes, ainda temos os mesmos problemas que tinhamos aos 15anos. Não importa o quanto crescemos... o quanto envelhecemos... haverá sempre indecisões. Sempre teremos curiosidade....seremos sempre... jovens.

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