quarta-feira, 23 de março de 2011

"A Preto e Branco"

Há uma razão para as pessoas aprenderem a usar armas, sejam quais forem, gostamos de fingir que somos cientistas frios e duros. Gostamos de fingir que somos destemidos mas a verdade  é que tornamo-nos assim porque algures lá no fundo pensamos que podemos cortar o que nos assombra.
 Fraqueza, fragilidade...morte. Acabamos sempre por desiludir alguém, pedimos desculpa... mas no fundo não somos más pessoas. Não digo que não tivemos culpa, porque o que fizemos foi cruel, ofensivo e errado, mas não somos más pessoas, só estou a tentar dizer...que a culpa é dos dois. Para chegar a um ponto que tudo acaba, a culpa não é apenas de um.
 Fingimos que as coisas que o outro faz, que isso, não é importante. Queremos fingir que... aquilo que o outro faz não é uma coisa boa. A culpa não é só dessa pessoa, a outra quer que as coisas sejam da maneira que ela quer. Quer que simplesmente as coisas sejam a "Preto e branco". Perdemos dias importantes e o coração doi lá dentro, mas isso não significa nada, não conta, porque num mundo a "preto e branco", simplesmente não é a coisa certa para essa pessoa e assim faz da outra a má da fita, sempre a má da fita. Precebem o que estou a tentar explicar? O que queria dizer era... que alguém que nos conhece, mesmo que esteja longe viu todos os nossos acontecimentos e conhece-nos melhor que ninguém, e que nem sempre tudo é a "preto e branco", não somos apenas pessoas.  A verdade é que não conhecemos ninguém que não seja assombrado por qualquer coisa ou por alguém...e queremos tentar cortar a dor com uma faca, ou escondê-la no fundo de um armário, os nossos esforços normalmente falham, aguentamos mais um dia dificil.
  
A única forma de limpar as teias de aranha é virar a página... ou dar descanço a uma história antiga. Finalmente, finalmente em descanso.

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