Damos respostas vagas a perguntas difíceis. Não falamos das dores. Dizemos apenas que vamos sentir algum desconforto pois ainda não morremos e nem sempre tudo corre bem. Contamos a verdade a metade das pessoas. Dizemos a nós mesmo que nos vamos sentir melhor de qualquer maneira. Acreditamos que um dia vamos receber ajuda. Quando na verdade nos deixamos morrer aos poucos.
Temos de dizer alguma coisa, formar palavras.
Apetece-me dizer coisas pouco simpáticas e quero que as ouças sem dizeres uma palavra. Estou zangada por me teres mentido e não teres falado comigo na altura certa. Sei que terminamos mas já sei de tanta coisa que faz perder toda a confiança que tinha em ti. E fico ainda mais zangada por saber que tudo isso pode ser verdade, apesar de te conhecer. Tenho de processar isto muito bem. Estou a processar! Não planeei nada disto. Temos de fazer novos planos para as nossas vidas e mesmo assim quero que fazes parte dos meus planos…Participas ou não? Ainda estou … tão desiludida contigo, tão… tens de me dar um tempo, acho que ambos precisam de assimilar muitas coisas.
Não quero mexer-me, respirar! Não quero fazer nada!
Como me posses-te nesta situação duas vezes? Inacreditável. És inacreditável!
Por isso é que às vezes demoramos a perceber que a verdade esteve sempre à nossa frente.
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