Quando tinha os meus 15anos, encontrei uma gatinha na rua com umas amigas, levei-a para casa, acordava sempre bem cedo para lhe dar leite, pois era como uma mãe para ela. Um dia com a pressa de ir para a escola, deixei a porta do esconderijo meio aberta e quando voltei ao prédio, alguém a tinha tirado, procuramos por todo o lado mas tinha desaparecido. Foi a primeira vez que percebi que quando cometemos um erro, podemos ter de viver com ele para sempre.
- Tudo bem que não precises de mim, mas eu preciso de ti!
Passei maior parte da minha vida a desejar que ela fosse mais como um livro de aventuras e se não gostasse do resultado, podia voltar atrás umas páginas e começar de novo é claro que na vida real isso é impossível, temos de viver com as consequências... nunca mais encontramos aquela gatinha, já voltei a perder outro, mas agora tenho dois, um acabado de chegar. E nunca mais me esqueci de fechar todas as portas e janelas para nenhum deles fugir.
"Bianca"
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