Quando era criança gostava tanto de um peluche que o levava sempre comigo para a cama, antes de adormecer falava com ele e preparava sempre uma historia para lhe contar, mas não estava preparada para a falta que ia sentir destes tempos, onde tudo muda...
Mas um dia habituamo-nos, o que só demostra como nos podemos convencer de qualquer desparate.
A querida doce Julieta e o rabugento Romeu, nem todas as historias são iguais, até agora ninguém sabe ler pensamentos só relatar acontecimentos ...por vezes nem tudo o que parece é.
Na primeira vez que dormi com aquele peluche não me apercebi que um dia precisaria mais do que um simples boneco para adormecer, na hora em que estamos sozinhos numa cama podes esconder muita coisa, mas quando acordamos e sentimos que temos o peso todo do corpo apenas apoiado em duas pernas pouco podemos esconder, as fragilidades ficam bem há vista e o que parecia ser uma base sólida desmorona-se num instante.
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