Ultimamente tudo o que vejo no espelho, são colagens da várias partes do corpo, não sou uma pessoa, sou uma perna que precisa de se mexer, um braço que precisa de força, então comecei a fazer um tipo de jogo em que tento apanhar o meu reflexo de surpresa para ver se reconheço a rapariga que me devolve o olhar. Provavelmente o melhor espelho é a família porque nos conhecem melhor que ninguém e podemos sempre contar com eles para nos aceitarem.
Como será que os meus pais me vêm? Será que vão pensar que mudei?
As famílias de hoje, são todas diferentes, algumas tem regras estabelecidas, outras são mais livres no que toca a regras... mas não interessa o que diz o nosso ADN sabemos sempre quando alguém é da nossa família, são as pessoas que aparecem quando não estamos a contar, as que nos dão a mão sem ser preciso pedir o mais importante numa família é que seja onde for que estivermos, se estamos com ela, estamos em casa.
Eu tenho duas famílias, duas casas. E sei como é estar no topo do mundo !
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